Às vezes ficamos cegos e, por estarmos assim, tentamos encontrar a resposta para algo que todos já enxergaram o contrario do que nossos próprios olhos vêem. Tudo parece poder ser resolvido, tudo parece ter uma solução e tudo parece ser menos complicado do que todos dizem que é. Todos te avisam, tentam abrir os teus olhos e mostrar que esse não é o caminho certo para se trilhar. Entretanto, como viramos cegos e, a partir disso, acabamos virando surdos também, baixamos a nossa cabeça e como se estivéssemos perdidos em uma floresta, enxergamos apenas uma única trilha/caminho em nossa frente. E, nela, continuamos caminhando, não mudando a direção.
No entanto, chega o momento em que, depois de termos passado por vários obstáculos, problemas, desafios e empecilhos durante o caminho que escolhemos, aparece uma alternativa. Aliás, uma alternativa não; e, sim, uma lanterna, talvez com a bateria fraca, mas largada ali, de baixo de um arbusto perdido. Por necessidade e por termos refletido sobre tudo o que os outros (amigos) nos alertaram antes de termos seguido nesse caminho obscuro, nos rendemos e agarramos a tal lanterna. Logo, chacoalhamos-a e erguemos-a com o fim de visualizarmos o restante do caminho. A partir daí, percebemos que o mundo ao nosso redor é muito mais iluminado e cheio de vida do que aquele obscuro e cansativo que estávamos seguindo até então. E, acima de tudo, que essa tal lanterna era o que todos estavam tentando nos avisar, nos alertar e, sobretudo, nos acordar, e, talvez, por ignorância, acabamos por passar por cima.
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