terça-feira, 6 de setembro de 2011

Transe de sentimentos


      Nossa, ando descobrindo uma parte da Luana que até então eu não tinha conhecimento. Estou num transe de sentimentos nesses últimos meses que chego a me assustar. Sei lá, só sei que nunca senti isso antes. E não digo que seja um sentimento direto a alguém, mas digo em relação a mim mesmo.
     Uma hora eu quero, outra não. Uma hora sinto raiva, outra compaixão. Se eu fosse libriana pelo menos, eu poderia considerar essa minha indecisão como algo normal, mas nem disso posso tirar o proveito para me justificar. Talvez aquela época de adolescente, quando dizem que estes começam a se descobrir, a serem rebeldes e a quererem muitas coisas ao mesmo tempo esteja aparecendo pra mim agora.
     O que mais me deixa grilada é que quando parece que eu encontrei alguma resposta para essas minhas indecisões, alguma coisa acontece e parece que tem o prazer de vir para me esculhambar de novo. Antes fosse falta de recursos, mas não.. há muitas coisas, muitas pessoas, muitos planos, muitas rotinas e muitas tarefas que me ocupam no dia-a-dia e que preenchem esses espaços duvidosos. Mas não adianta,... esses ‘recursos’ não equivalem ao que eu priorizo, de fato.
      Vai entender o que é isso. Vai entender o que tu quer. Vai entender o que tu merece. Vai entender o teu caminho, Luana... Para, assim, tu poder te saciar com as tuas respostas ou, até mesmo, parar de procurar e duvidar tanto. Ê confusão! 

sábado, 3 de setembro de 2011

Validade


     Penso que para tudo há uma validade!Tem uma hora que a gente acorda para a realidade e consegue enxergar aquilo que ficava escondido atrás da nossa estreita ‘visão’. Acordamos e aí nos damos conta que aquilo não era a cereja do nosso bolo. Aquilo não era tudo e não precisávamos dar toda aquela importância para o mesmo. Digo isso, pois se estou escrevendo esse texto agora, é porque a tal ‘cereja’ não trouxe apenas coisas boas. Na verdade, para tudo há o ônus e o bônus né, então...  pensando pelo outro lado, ela trouxe também um gosto amargo e um aperto no que diz respeito aos meus sentimentos.
      Talvez por alguns momentos eu até tenha pesando nisso, de aquilo ser TUDO para mim, e é possível que eu tenha realmente dado todo esse valor (talvez desmerecido, ou não, quem sabe?). O fato é que se eu fui capaz de valorizar tanto assim aquilo, obviamente eu tenho que ter motivos que argumentem e justifiquem a minha "doação". Certo? Motivos que me fizeram sair de mim, me afeiçoar àquilo e, até mesmo, direcionar o meu pensamento para um possível futuro.
     Todavia, chega uma hora que a gente cansa dessa palhaçada. Não digo que seja uma palhaçada em termos de ser ridículo ou de ser mascarado. Mas sim, me refiro ao fato de eu estar brincando e tirando sarro comigo mesma, pois é algo totalmente incerto. É algo que tu acaba esperando para ver no que vai dar, mas que no fundo, não passa de apenas uma misera espera. É algo que tu acaba alimentando em muitos momentos e quando a oportunidade surge, parece que toda a fome já foi saciada. É algo que te cansa só pelo fato de tu saber que tu é um observador participante e não um protagonista. É algo que te cansa por tu ser um pivô e, muitas vezes, se transformar em um sujeito oculto também.
    Embora haja lembranças boas, a real é que: AHHHHH sabe. Cansa. Simplesmente cansa e dói.  Tento conter, mas não consigo. E o pior de tudo, é que eu sinto isso por mera "opção”. Aí eu me questiono: até que ponto persistir e acreditar tanto em algo incerto é benéfico? até que ponto levar as coisas dessa forma vale a pena? até quando abafar ou fingir algo é saudável? 
      Se não houvessem tantas incógnitas...!