Penso que para tudo há uma validade!Tem uma hora que a gente acorda para a realidade e consegue enxergar aquilo que ficava escondido atrás da nossa estreita ‘visão’. Acordamos e aí nos damos conta que aquilo não era a cereja do nosso bolo. Aquilo não era tudo e não precisávamos dar toda aquela importância para o mesmo. Digo isso, pois se estou escrevendo esse texto agora, é porque a tal ‘cereja’ não trouxe apenas coisas boas. Na verdade, para tudo há o ônus e o bônus né, então... pensando pelo outro lado, ela trouxe também um gosto amargo e um aperto no que diz respeito aos meus sentimentos.
Talvez por alguns momentos eu até tenha pesando nisso, de aquilo ser TUDO para mim, e é possível que eu tenha realmente dado todo esse valor (talvez desmerecido, ou não, quem sabe?). O fato é que se eu fui capaz de valorizar tanto assim aquilo, obviamente eu tenho que ter motivos que argumentem e justifiquem a minha "doação". Certo? Motivos que me fizeram sair de mim, me afeiçoar àquilo e, até mesmo, direcionar o meu pensamento para um possível futuro.
Todavia, chega uma hora que a gente cansa dessa palhaçada. Não digo que seja uma palhaçada em termos de ser ridículo ou de ser mascarado. Mas sim, me refiro ao fato de eu estar brincando e tirando sarro comigo mesma, pois é algo totalmente incerto. É algo que tu acaba esperando para ver no que vai dar, mas que no fundo, não passa de apenas uma misera espera. É algo que tu acaba alimentando em muitos momentos e quando a oportunidade surge, parece que toda a fome já foi saciada. É algo que te cansa só pelo fato de tu saber que tu é um observador participante e não um protagonista. É algo que te cansa por tu ser um pivô e, muitas vezes, se transformar em um sujeito oculto também.
Embora haja lembranças boas, a real é que: AHHHHH sabe. Cansa. Simplesmente cansa e dói. Tento conter, mas não consigo. E o pior de tudo, é que eu sinto isso por mera "opção”. Aí eu me questiono: até que ponto persistir e acreditar tanto em algo incerto é benéfico? até que ponto levar as coisas dessa forma vale a pena? até quando abafar ou fingir algo é saudável?
Se não houvessem tantas incógnitas...!
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