terça-feira, 30 de agosto de 2011

O que não nos pertence


    Não sei se posso generalizar esse fato para todas as mulheres que conheço, mas acredito que 75% delas concordariam comigo. Já ouvi muitas relatarem sobre seus ‘casos’ e, quando não mencionaram, deram a entender que pensavam na mesma linha  em que eu penso. Sempre foi assim, pelo menos pra mim. Mas ainda acredito que um dia isso muda. Sim, muda!
    O caso de que estou falando é de quando não damos valor às pessoas que ‘temos’. Quando corremos o risco ou as ‘perdemos’, acabamos percebendo o que, de fato, foi perdido. Em outras palavras, quando temos ou conseguimos aquilo que gostaríamos, parece que nos saciamos com a tal “aquisição” (não levando ao pé da letra). Claro, há  exceções, óbvio. Mas em geral vejo que é assim que se sucede na maioria dos casos.
  Perdemos tempo, simplesmente! Perdemos tempo e acabamos apenas percebendo a gravidade do  problema  algum tempo depois. Gostamos daquilo que não é nosso. Almejamos o difícil. Alimentamos os nossos desejos através daquilo que nos desafia. Valorizamos o que é dos outros,... Não é questão de “invejar”, longe disso; é apenas aquela sensação e interesse de TER e/ou de QUERER saber como seria SE fosse conosco.
    Não fugindo do que eu disse no primeiro parágrafo: acredito que isso muda um dia. E, para dizer mais, sabe quando? Quando realmente estamos com quem gostaríamos de estar. Dou a entender que estou me contradizendo quando disse que almejamos aquilo que “não temos”. Mas não é isso. Estou apenas argumentando que, quando realmente TEMOS aquilo que muito almejamos, não há espaço para almejar outra coisa a não ser aquilo. Aí temos a certeza de que toda aquela admiração e emoção inicial, de realmente desejar aquilo, era, de fato, verídica. Caso contrário, seria apenas uma vontade, um desejo momentâneo ou, então, apenas uma CURIOSIDADE!
    Quando temos, não valorizamos. Quando perdemos, lamentamos. Porém, quando conseguimos o que QUEREMOS, a situação tende a ser diferente. Para isso, muitas vezes, dependemos de fatores como: tempo, disponibilidade e intensidade. Logo, exige-se paciência, determinação, reciprocidade e, acima de tudo, muita vontade. Enfim.

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