sábado, 3 de novembro de 2012

Reflexos da Infância


      Li uma crônica da Martha Medeiros, nominada “Testes”, a qual me chamou bastante a atenção e que foi motivo de discussões posteriores com os meus tios. Nessa crônica, a autora relatava que num dia qualquer ela estava de bobeira na internet e resolveu fazer um teste que dizia o seguinte: “O que Freud diria sobre você”. Ela se sentiu atraída pelo título e resolveu testá-lo, literalmente.  O resultado, de primeira, agradou a autora. Ela se identificou muito com a mensagem, a qual dizia que os acontecimentos da infância dela tinham-na marcado até os seus doze anos de idade e que depois disso, ela tinha começado a buscar conhecimento intelectual para o seu amadurecimento. Martha concordou, pois era exatamente isso o que havia acontecido com ela. Porém, para ‘testar o teste’, ela resolveu fazê-lo de novo, só que trocando as suas respostas a fim de verificar se realmente dava para confiar no teste ou não. O resultado disso foi um desapontamento, pois Martha se sentiu uma otária depois de ter visto que o resultado do teste foi exatamente o mesmo que ela obteve na primeira vez, ou seja, a mensagem era a mesma para todos.  
        Isso me fez pensar e concordar com o que Martha relatou posteriormente: o teste, de fato, ESTAVA CERTÍSSIMO. Por quê? Porque SIM. Não interessava o que havia acontecido com ELA na infância, se ela havia recebido mais ou menos amor dos pais, se ela havia sido excluída na escola, se ela havia brigado ou não com alguém; o que interessava era que TODOS tinham uma infância guardada, a qual foi marcante até os doze anos de idade, e que TODOS passaram a buscar e ter uma evolução a partir disso. No entanto, a diferença está no que eles aprenderam e qual o reflexo que essas pessoas passam para a sociedade hoje, seja através do comportamento, seja através da maneira como se defendem e vêem as coisas, ou até mesmo, no que fazem ou deixam de fazer.
         No final de sua crônica, Martha conclui dizendo o seguinte: “a vida não é original, ela é repetitiva, e até Sartre, que não era psicanalista, matou a charada quando disse: ‘não importa o que fizeram com você, importa é o que você fez do que fizeram com você’. E é exatamente nesse ponto que quero chegar. Muitas pessoas são do jeito que são devido à forma com que decidiram ou foram doutrinadas a levar a sua vida a partir do que viveram até os seus doze anos de idade. Não falo isso com propriedade de uma estudante de psicologia ou como uma especialista nesse assunto, pois não sou, e até digo mais, assumo que sou leiga nele. Porém, de acordo com o que li nessa crônica, passei a me questionar sobre o comportamento e a decisão de muitas pessoas, e, inclusive, a comparei com o caso de uma adoção, por exemplo: certos casais têm receio de adotar alguém por ‘medo’ de estas crianças, quando crescerem, se rebelarem contra eles ou assumirem uma personalidade inesperada pelo simples fato de terem passado por algo na infância ou por terem tido pais ‘assim ou assado’.
     Ok, sendo mais direta e objetiva, quero dizer que o que passamos durante a infância possui grande influencia no que somos hoje, sim. E, inclusive, acredito que isso pode justificar muitos comportamentos, atitudes e pensamentos que vemos por aí, mesmo que estes sejam criados e realizados de maneira subentendida pelos autores. Mas a minha crítica referente a isso diz respeito ao NOSSO grau de amadurecimento. Cabe a nós nos moldarmos e decidir o que absorver e abstrair dessa nossa primeira experiência de vida, que, na maioria das vezes, não passam de flashes e histórias contadas por tios, avós e etc. A famosa expressão de ‘dar o troco’, por exemplo, é praticada por muita gente, e atitudes como essa, infelizmente, até teriam explicações, mas não justificativas. Penso que vai de nós querer ou não fazer o mesmo para os outros; vai de nós tentar ser alguém melhor, mesmo que no passado tenhamos tido momentos ruins e situações negativas. Se não pensarmos assim, se não tentarmos mostrar o outro lado da moeda sem requerer algo em troca, imagine no que se tornará o comportamento das pessoas daqui um tempo, que por sinal já está num estado crítico né. Talvez a recompensa não venha a olho nu e muito menos de imediato, mas penso que uma atitude dessas, que para muitos pode ser muito difícil e para poucos fácil, pode ser tornar um grande reflexo para o futuro, sei lá.  

terça-feira, 22 de maio de 2012

Tolerância, entre aspas


     Penso que todos nós temos um lado egoísta, afinal, se não pensarmos e não fizermos algo que nos remeta e faça bem, quem os fará, não é mesmo? Digo isso, pois, sinceramente, por mais que eu tenha essa característica, ou talvez um defeito, de sempre pensar nos outros, chega uma hora que o limite se manifesta.
     Aí eu analiso o meu jeito de ser e me questiono sobre a existência de certas coisas, como por exemplo: Tolerância? Meu nome. Paciência? Esbanjo. E o bom senso? Diariamente presente. Tá, então qual seria o motivo pelo qual eu estaria escrevendo isso? Sei lá, talvez eu esteja querendo demonstrar que têm coisas que não adianta eu ser tolerante, ter paciência e ter bom senso, pois são incompreensíveis e, talvez, exijam um pouco mais de maturidade do meu lado, ou sabe-se lá o que é necessário eu ter para entender.
      Não remeto todo esse meu desabafo a apenas um fato e não estou me restringindo a alguém, que fique bem claro. Isso, obviamente, está sendo oriundo de um acúmulo de pensamentos, de pessoas e de acontecimentos... na real, um acúmulo de muito tempo. Enfim, estou escrevendo isso, pois quero dizer que eu também posso ficar incomodada e não aceitar certas coisas; posso deixar de realizar a tarefa de exibir a ‘tolerância’ em tudo e para todos por um momento, não? Às vezes usufruir um pouco dos direitos iguais, vivenciar pessoas normais e ter atitudes banais, faz bem. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

One Awesome Thing


      Yesterday during my English Class we were talking about the things that we are use to do in our daily routine which are so normal that we do not notice sometimes. We also watched a movie called “The 3 A’s of Awesome”, presented by Neil Pasricha, the author of the book I want to buy: “1000 awesome things” (the link about the book and the video is on the end of that post). But why I am writing about this? 
     Well, we were supposed to think about one thing we judge awesome, anything, and then write a little text about it as a work of class. So, considering that, here it goes what I chose to write about:
     “Actually there are a lot of small things that for me are awesome and make a big difference during my days. One of these things happened to me yesterday, for example. I was driving the car, going to my physiotherapy, when I realized that one huge illumination was going and following my way with me . When I looked to the sky I saw the moon. There was a big and wonderful moon guiding my way with it’s huge illumination. That is something that I really appreciate and I use to “date” it as most as I can. It is a simply thing, that everyone can see and appreciate, and it’s always there, every month, every day… and I just love it.”
      And now I ask you: what is an awesome thing for you?


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sacrificando algumas coisas


       Infelizmente, muitas vezes, a gente deixa de aproveitar o que a natureza tem de melhor, como um pôr-do-sol, por exemplo, ou até mesmo uma simples ida a um parque, devido à falta de tempo e à existência/dependência da tal da tecnologia, a fim de alcançar o protagonista que move o mundo: o dinheiro. Desde pequena temos aquela visão e somos doutrinados a estudar, estudar e estudar para sermos alguém na vida um dia, conseguirmos um emprego bom e blábláblá, mas se formos analisar o que ronda isso, chegamos no mesmo lugar: o capitalismo. Isso me atucana, pois sempre tive aquela preocupação e determinação de construir a minha vida e ser independente seja qual for o sentido. E, para isso, tive e tenho que sacrificar algumas coisas que dinheiro nenhum compra, que não tem preço. As coisas mais simples, as coisas mais maravilhosas e mais espetaculares que existem, as quais não tem limite de acesso e não possui nenhuma restrição para ser admirada, cuja denominação é 'Natureza', eu já não consigo usufruir como gostaria. É... ela está ali fora, ali, pertinho, em todos os lugares e para todos... e, sinceramente, queria eu poder aproveitá-la mais enquanto ainda ela se faz presente; enquanto ela ainda consegue se manter. É...  filosofei, mas é a minha realidade!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Te colher aí e te acolher aqui


        Sabe o que eu queria mesmo? Poder te ligar e dizer o quanto eu andei pensando em ti, o quanto andei lembrando os nossos ótimos e oportunos momentos que tivemos. Queria tanto te dizer que gostaria muito que tu estivesses aqui comigo, do meu lado, na minha frente... Seja para tocar uma música pra mim, seja para apenas trocar olhares, seja para me abraçar, me confortar, enfim, seja para apenas ESTAR AQUI COMIGO. Sabe o que eu queria também? Poder te ligar e, sem vergonha e orgulho nenhum, dizer que passei a te admirar e almejar o teu sorriso, que passei a te querer cada vez mais e que passei a ter constantes vontades de te colher aí e te acolher aqui. Além disso, passei a querer te cuidar, mesmo que tu já sejas totalmente independente, e a querer te descobrir um pouco mais a cada dia. Passei a admirar esse teu jeito, esse teu alto astral e essa forma com que tu leva as coisas e a vida, sempre assim: “de boa”. Confessar, também, que sinto vontade de fazer parte do teu dia-a-dia, de me perder no teu olhar e no teu sorriso e, simplesmente, de não ter anseio de nada ao teu lado. Na real, é encantador tudo isso! No entanto, passa a ser assustador também, pois deixei chegar a ESSE ponto e talvez isso não chegue a lugar nenhum. Enfim, queria tanto que tu soubesse disso, um dia, talvez. Mas aí eu me pergunto: “why?”

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lembrar...


        Sabe quando tu não consegues parar de lembrar determinado momento ou frase? Não consegues parar de imaginar e idealizar uma repetida dose do que estás pensando? Quando não consegues parar de pensar na pessoa e não parar de querer saber o que esta estás fazendo, quais os planos para o dia e no que estás pensando? Pois é. O foda é que eu não costumo, ou penso que não deveria ficar pensando e lembrando isso. Não sou assim e não ajo assim, normalmente. E da mesma forma que acredito que seja, digo e nego isso pra mim, talvez eu esteja reagindo contra mim mesma. Confesso que não me afasto do meu orgulho, e não faço questão de; não me liberto tão fácil, não me entrego. Talvez aí esteja o meu erro ou a minha represa. Não sei se posso generalizar o signo, mas eu, sendo uma aquariana, digo e assino em qualquer lugar o que algumas pessoas já devem ter percebido: somos totalmente imprevisíveis, muitas vezes teimosas e dificilmente damos o braço a torcer.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Moldura


       Sou daquelas pessoas que costumam querer tanta coisa, estar em tantos lugares diferentes e com tantas pessoas ao mesmo tempo, mesmo sabendo que isso é um equívoco e impossível de ser realizado. Quando pequena, por exemplo, eu costumava repetir que gostaria muito de ser uma mosquinha para poder estar com quem eu queria e nas horas em que eu queria. Além disso, como uma viciante jogadora de The Sims na época, eu costumava repetir que queria muito poder ter um tele-transporte um dia, pelo mesmo motivo. Ah se isso fosse possível hein...! Tenho certeza que mais da metade das pessoas que conheço se sentiriam realizadas se pudessem usufruir desses dois mecanismos. É uma pena que isso seja apenas mais uma imaginação que esteja me levando e me transportando até tão longe assim... Porém, confesso que, embora eu prefira a realidade em alguns casos, a imaginação, muitas vezes, pode contribuir e melhorar algumas situações. Quem nunca imaginou e moldou tanto determinada coisa e quando se deparou com a realidade, ‘broxou’? Pois então, por isso digo que em alguns casos, querer tanto as coisas e alimentar só a imaginação com elas, tem as suas vantagens. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Meu tipo preferido de gente


         Meu tipo preferido de gente é aquele que a pessoa não tem frescura pra nada e mto menos pra comer, espirra engraçado, ri com a mão na barriga, canta e dança qualquer música, senta no chão e se acomoda em qualquer cantinho. Aquele tipo de gente que tropeça e finge que está correndo, que sai de pijama na rua, que não tem vergonha de usar roupas velhas na frente dos outros, que escova os dentes e se enche de pasta, que acorda rindo e que diz boa noite antes de dormir. Gente que pede licença e que diz ‘obrigado’, que pede desculpas, que chora assistindo filme ou ouvindo alguma história. Aquele tipo de gente que é sincera, mas sabe como e o momento certo de falar, que conversa olhando nos olhos e que está sempre aberta pra te dar um abraço. Aquela gente que não tem vergonha de falar o que sente, que valoriza e aprecia a beleza alheia, que faz questão de estar perto daqueles que a fazem sentir-se bem. Aquela gente que mexe no cabelo dos outros, que avisa e/ou limpa a sujeirinha dos outros. Aquela pessoa que lê os cartazes espalhado nos lugares, que conversa com todos, inclusive no elevador, que se enturma fácil e que pilha fazer programas diferentes. Aquele tipo de gente que te faz sorrir, que te faz sentir importante e que se importa contigo. Aquele tipo de gente que não tem vergonha de ser quem é e faz questão de que todos se sintam a vontade com sua presença. 


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Afrodisíaco


       Dude, não é a primeira e não vai nem ser a ultima vez que vou falar isso, mas se tem uma coisa que eu curto MUITO é a incerteza e o desafio. O fato de estar fazendo algo arriscado, algo inusitado ou algo que me auto-desafia, independente do grau ou do contexto, é afrodisíaco demais pra mim! Aquela situação do chove-não-molha, por exemplo, ou aquela situação em que tu ficas na expectativa de descobrir algo que te apetece, se eu vivesse todos os dias, tenho certeza que não enjoaria de forma alguma! O gosto por esse tipo de aventura me acompanha desde que me conheço por gente, e espero que assim perdure de forma inofensiva.