Penso que todos nós temos um lado egoísta, afinal, se não
pensarmos e não fizermos algo que nos remeta e faça bem, quem os fará, não é mesmo?
Digo isso, pois, sinceramente, por mais que eu tenha essa característica, ou
talvez um defeito, de sempre pensar nos outros, chega uma hora que o limite se
manifesta.
Aí eu analiso o meu jeito de ser e me questiono sobre a existência
de certas coisas, como por exemplo: Tolerância? Meu nome. Paciência? Esbanjo. E
o bom senso? Diariamente presente. Tá, então qual seria o motivo pelo qual eu
estaria escrevendo isso? Sei lá, talvez eu esteja querendo demonstrar que têm
coisas que não adianta eu ser tolerante, ter paciência e ter bom senso, pois são
incompreensíveis e, talvez, exijam um pouco mais de maturidade do meu lado, ou
sabe-se lá o que é necessário eu ter para entender.
Não remeto todo esse meu desabafo a apenas um fato e não estou
me restringindo a alguém, que fique bem claro. Isso, obviamente, está sendo oriundo
de um acúmulo de pensamentos, de pessoas e de acontecimentos... na real, um
acúmulo de muito tempo. Enfim, estou escrevendo isso, pois quero dizer que eu
também posso ficar incomodada e não aceitar certas coisas; posso deixar de
realizar a tarefa de exibir a ‘tolerância’ em tudo e para todos por um momento,
não? Às vezes usufruir um pouco dos direitos iguais, vivenciar pessoas normais e ter atitudes banais, faz bem.
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