A tarefa de se adaptar ao novo nos parece tão difícil
em certas ocasiões. Grande parte disso ocorre pelo fato de já termos uma
resistência instalada em nós, a qual, muitas vezes, também nos norteia e nos
serve como base para muitas de nossas decisões. No entanto, chega uma hora em que
a necessidade de haver mudanças e reorganizações bate na porta e nos deixa sem
atitudes para impedir que ela entre e faça parte da nossa vida.
Algumas
dessas mudanças a gente faz por necessidade, outras por opção. Algumas tendem a
ser mais impactantes, enquanto que outras despercebidas. Mas mesmo assim, não deixam
de ser m-u-d-a-n-ç-a-s. O bom mesmo seria se pudéssemos aderir a elas sempre, a
qualquer hora e em qualquer lugar que desejássemos, sem termos a necessidade de
pensar no que isso impactaria. Mas talvez isso teria um seria sinônimo de
inconseqüência. Na verdade, não são todos que pensam assim né, pois há pessoas
que simplesmente AGEM e não se importam com o que pode resultar posteriormente.
E mesmo eu sendo bastante racional (às vezes gostaria de ser menos),
particularmente, tenho um certo apreço a essas pessoas que possuem essa coragem
de simplesmente FAZER.
Mas
eu lhes pergunto: como podemos identificar a melhor hora de mudarmos? Talvez
não haja uma hora certa para que as mudanças ocorram, mas sim, talvez exista uma
hora propícia ou com maior potencial de aceitação, que é justamente aquela em que
paramos para pensar sobre o que já temos e sobre o que gostaríamos de ter. Ou
quando, simplesmente, identificamos e imaginamos o que poderíamos viver de
diferente em nossas vidas. Sei que escrever um texto, escolher as palavras
adequadas e dar um sentido a ele é uma tarefa bem mais fácil do que isso tudo
que acabei de dissertar. Mas se eu for pensar no ciclo da mudança que eu mesma
citei aqui, posso dizer que estou mais ou menos colocando-o em prática:
analisei a minha situação atual, escolhi e planejei o que eu desejo para o meu
ano, e agi por meio de uma transcrição. Sim, as mudanças, na minha opinião, já
começam por aí, mesmo que de uma forma verbal.
Enfim,
há tantas coisas que eu gostaria que mudassem. E não digo apenas pensando em
mim, mas sim, na sociedade em geral; no mundo, na verdade. Mas nessas ocasiões,
por exemplo, a resistência tende a ser ainda maior, devido à tudo o que está
envolvido e à cultura já existente e impregnada nos lugares. Mudar uma cultura
ou um hábito, seja ele qual for, é sempre um desafio e requere bastante tempo
até se concretizar ou se dar um inicio de fato. Às vezes a paciência precisa, mais do
que nunca, ser a principal aliada do momento, enquanto que a ansiedade, na
maioria das vezes, precisar ser a excluída. Mudar definitivamente não é uma
tarefa fácil e requer determinação, fora que quando mudamos algo as contestações e as críticas também aparecem, mas estamos todos propícios, não é mesmo?
E como
diria o líder, Dalai Lama: “Seja a mudança que você quer ver no mundo.”
