quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mudar?

     A tarefa de se adaptar ao novo nos parece tão difícil em certas ocasiões. Grande parte disso ocorre pelo fato de já termos uma resistência instalada em nós, a qual, muitas vezes, também nos norteia e nos serve como base para muitas de nossas decisões. No entanto, chega uma hora em que a necessidade de haver mudanças e reorganizações bate na porta e nos deixa sem atitudes para impedir que ela entre e faça parte da nossa vida.
       Algumas dessas mudanças a gente faz por necessidade, outras por opção. Algumas tendem a ser mais impactantes, enquanto que outras despercebidas. Mas mesmo assim, não deixam de ser m-u-d-a-n-ç-a-s. O bom mesmo seria se pudéssemos aderir a elas sempre, a qualquer hora e em qualquer lugar que desejássemos, sem termos a necessidade de pensar no que isso impactaria. Mas talvez isso teria um seria sinônimo de inconseqüência. Na verdade, não são todos que pensam assim né, pois há pessoas que simplesmente AGEM e não se importam com o que pode resultar posteriormente. E mesmo eu sendo bastante racional (às vezes gostaria de ser menos), particularmente, tenho um certo apreço a essas pessoas que possuem essa coragem de simplesmente FAZER.
      Mas eu lhes pergunto: como podemos identificar a melhor hora de mudarmos? Talvez não haja uma hora certa para que as mudanças ocorram, mas sim, talvez exista uma hora propícia ou com maior potencial de aceitação, que é justamente aquela em que paramos para pensar sobre o que já temos e sobre o que gostaríamos de ter. Ou quando, simplesmente, identificamos e imaginamos o que poderíamos viver de diferente em nossas vidas. Sei que escrever um texto, escolher as palavras adequadas e dar um sentido a ele é uma tarefa bem mais fácil do que isso tudo que acabei de dissertar. Mas se eu for pensar no ciclo da mudança que eu mesma citei aqui, posso dizer que estou mais ou menos colocando-o em prática: analisei a minha situação atual, escolhi e planejei o que eu desejo para o meu ano, e agi por meio de uma transcrição. Sim, as mudanças, na minha opinião, já começam por aí, mesmo que de uma forma verbal.
       Enfim, há tantas coisas que eu gostaria que mudassem. E não digo apenas pensando em mim, mas sim, na sociedade em geral; no mundo, na verdade. Mas nessas ocasiões, por exemplo, a resistência tende a ser ainda maior, devido à tudo o que está envolvido e à cultura já existente e impregnada nos lugares. Mudar uma cultura ou um hábito, seja ele qual for, é sempre um desafio e requere bastante tempo até se concretizar ou se dar um inicio de fato. Às vezes a paciência precisa, mais do que nunca, ser a principal aliada do momento, enquanto que a ansiedade, na maioria das vezes, precisar ser a excluída. Mudar definitivamente não é uma tarefa fácil e requer determinação, fora que quando mudamos algo as contestações e as críticas também aparecem, mas estamos todos propícios, não é mesmo? 
        E como diria o líder, Dalai Lama: “Seja a mudança que você quer ver no mundo.”

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